20 de julho de 2008

The Little Ones


Little Ones é uma banda americana,mas precisamente da Califórnia. Se você gosta de Shins, Beulah e Teenage Fanclub você vai adorar o Little Ones. Imagine um Flaming Lips menos psicodélico,expandindo melodias numa voz cheia de empolgação, e com um acompanhamento mais simples.

Começaram em 2006, lançaram alguns singles e eps, e até o final deste mês lançam o primeiro album "Morning Tide".

Aqui vamos comentar o single que saiu em 2006 pela gravadora inglesa Heavenly, Mais tarde comentaremos sobre "Lovers who Uncovers" o single seguinte, que antecedeu o ep "Sing Song" lançado pela mesma gravadora.

A faixa de abertura do single "Oh,MJ!" que leva o mesmo nome do disco é tiro certeiro para apreciatores de melodias hipnotizantes.A canção fica rodopiando infinitamente nos seus ouvidos. A voz comovente de Edward te fisga de primeira. A segunda música "High on Hill" reafirma a faceta pop da banda,ao ponto de ser um pecado não colocá-los na programação de qualquer rádio que se preze. Em seguida vem outra versão de Oh,MJ!" remixada pelo Stereolab. A enfase ficou nos arranjos de cordas e teclados nos moldes das composições de Tim Gane e cia. Parece que o Stereolab reinventa a maneira de tocar dos Little Ones, e deixa somente a voz de Edward como marca registrada da banda.Finalizando o single mais um remix. Desse vez no comando da dupla Crystal Castles. Uma faixa desnecessária, não serve mesmo nem para dançar.Batida nauseante, sem surpresas. A duração de mais de cinco minutos já entrega tudo: as melodias somem, o vocal fica soterrado no meio de efeitos que parecem que foram colocados de qualquer jeito. A composição original é extremamente melhor!

Ah, quem indicou The Little Ones para o Biff Bang Pop!, foi o Zé Luiz. Valeu Zé!

16 de julho de 2008

Books EP - Belle and Sebastian (2004)






















O terceiro single do álbum "Dear Catastrophe Waitress" é um divisor de águas na discografia da banda escocesa. Lançado em junho de 2004, "Books EP" sinaliza de maneira forte a faceta funkeada do grupo, que mais tarde dominaria quase que completamente o álbum posterior "Life Pursuit". É simplesmente inacreditável ouvir "Your Covers Blown", faixa de abertura do single, e associar à mesma banda que compos "Dog on Wheels". A música começa cheia de suíngue, em seguida entra a voz de uma atriz chamada Vrnda Daktor, o baixo insinuante guia a canção entrando em um clima disco, e nos faz esquecer que um dia o Belle and Sebastian fazia canções calcadas em Nick Drake e bandas da gravadora inglesa Sarah. Na metade da faixa o andamento da música se transforma, o baixo "cavalga" e logo entra a guitarra com timbres latinos, para finalizar recobrando o clima dançante anterior.
A segunda faixa "Wrapped up in Books" consta no álbum "Dear Catastrophe Waitress", e o Belle & Sebastian retoma o jeito das canções da primeira fase do grupo. O vocalista Stuart Murdock divide os vocais com o guitarrista Stevie Jackson. Poderiam ter escolhido outra música como "If she wants me" do mesmo álbum. Para reforçar fizeram o clipe, gravado em uma livraria de Glasgow. O resultado é divertido.
Continuando o single, a canção "Your Secrets" tem leve semelhança com músicas obscuras dos Beach Boys como "Here Comes the Night". E por isso mesmo merece ser ouvida com mais atenção.
Fechando o single está "Cover (version)" uma remixagem de Your Covers Blow, feita por Chris Geddes o tecladista da banda. Ele enfatiza o baixo obeso e os efeitos disco, desacelerando a batida e colocando só um pouquinho da voz de Murdock. Assim ela fica ideal para as pistas.
Uma pena que esse single não foi devidamente lançado no Brasil. A gravadora Trama armou uma picaretagem e lançou todos os singles do álbum Dear Catastrophe Waitress no formato de DVD com o clips oficiais e uns inventados. E para piorar a situação é impossível ouvir as músicas dos singles em um aparelho de som normal, somente no DVD player. Isso sem contar que eles não lançaram nenhum single de Life Pursuit. Ou seja: depois que o Belle and Sebastian mudou da Jeepster para a Rough Trade, a Trama decidiu lançar somente os álbuns, deixando os fãs da banda com a coleção incompleta.

1 de maio de 2008

Down By Law


Calor, locações desertas, uma cidade praticamente abandonada. Gente sentada na varanda acompanhando a passagem do tempo. Ao fundo uma canção bêbada, servindo de trilha. A letra de certa forma nos introduz ao que vamos ver ao longo do filme.
Feito em 1986, Down by Law é um filme atemporal. Um dos primeiros filmes do diretor norte-americano Jim Jarmush acaba de ganhar a edição em DVD no Brasil. O filme foi um dos precursores do cinema independente americano como o entendemos hoje. Uma obra que afirmou a identidade do gênero.
O filme conta a história de três personagens: um dj fracassado, um cafetão sonhador, e um estrangeiro que não domina a língua inglesa. Por uma série de motivos eles se encontram, e apesar das diferenças, algumas afinidades vão surgindo aos poucos.
O gosto amargo do fracasso é o fio da meada que os une. A sensação de deslocamento é inerente tanto aos personagens, quanto à cidade em que vivem. São figuras que não tem o seu lugar no sonho americano. E por esss característica nos lembra os velhos heróis beatniks, marcados por um tom mais cínico, com sabor de ressaca.
Os diálogos bem desenvolvidos do filme, serviram de forte influência para boa parte do atual cinema independente. Vide Quentin Tarantino e Kevin Smith. A dificuldade de comunicação na conversa dos três, serve para o diretor acentuar o traço tragicômico de um diálogo feito de silêncios, gestos, olhares, pronúncias erradas, pequenas glórias, lembranças e sonhos.
A fotografia em preto e branco, foi inspirada nos filmes de prisão dos anos 40, como afirmou Jarmush em uma entrevista que vem nos extras do DVD. O diretor também conseguiu reunir um time de primeira para o elenco. Interpretando o dj temos Tom Waits, que também colabora com a trilha. O ator italiano Roberto Benigni não precisa do menor esforço para interpretar ele mesmo. E o resultado é excelente! John Lurie se sai muito bem como cafetão, e não podemos esquecer da companheira de Benigni, Nicoletta Braschi.
Serviço: Down By Law
Legendas em Português
Diretor: Jim Jarmush Ano de Produção: 1986
Extras: fotos, entrevistas,fotos e um clipe do Tom Waits (sem legendas)
Distribuição: Lume Filmes

13 de janeiro de 2008

Elephant Parade


O Elephant Parade, é uma séria candidata à categoria de banda mais fofa de todos os tempos. Seus fãs fazem desenhos inspirados na banda, e tiram fotos onde aparecem abraçados ou dormindo com o seu álbum favorito, no caso é o Bedroom Recordings, lançado em 2006.
Tudo começou em 2005, quando Estelle e Idol se conheceram em uma festa ruim, e para passar o tempo ficaram criando listas imaginárias de músicas que poderiam salvar a tal festa. A partir do encontro eles decidiram formar uma banda, dando continuidade a tradição de grupos com formação de casal, como o Pipas, Club 8, Happy Couple, Birdie, Paper Bag Couple e muitas outros. As composições foram surgindo e os dois registraram tudo em gravações caseiras, daí o nome do álbum. As canções são alternadas com vocais femininos e masculinos, e as vêzes duetos, todas baseadas em folk pop intimista, os melhores exemplos são mostrados nas faixas "Velcro" e "For You" ambas cantadas em tom confessional. O ponto alto do álbum fica com a faixa de abertura, chamada "Goodbye", com a voz de Stelle acompanhada somente pelo teclado e violão, legitimando uma das melhores canções pop do sistema solar. Inclusive essa música virou um clipe, dirigido por Idol, e uma das cenas faz parte da página inicial do site da banda. É incrível como uma música tão simples e com duranção de apenas 1:30 consegue nos fisgar de primeira.
Vale lembra que Estelle já fez parte de uma das bandas mais legais de indiepop, o Brittle Stars, que chegou a fazer parte da gravadora Shelflife, e também tocou no Human Television.

Esse post foi feito, graças a dica que recebi da Valérie, editora de um fanzine imaginário sobre ovelhas e músicas para ouvir no teto. Obrigado!

Veja o vídeo


2 de janeiro de 2008

In Our Nature - José Gonzaléz


Show de José Gonzaléz - Dia 22 de Janeiro de 2008, Sesc Vila Mariana- São Paulo- 21:00

Porto Alegre
Quarta-feira | 23/01 | 19h
Santander Cultural (Praça da Alfândega, Centro)

Quando José Gonzaléz aportou no Brasil para algumas apresentações dentro do festival Coquetel Molotov, impressionou em cima do palco, apenas com a sua voz e violão. Na época a sua discografia era formada pelo álbum Veneer e alguns eps e singles, e o seu trabalho também era conhecido devido a inserção de suas canções em um comercial de tv, e em algumas séries como The O.C.. O segundo álbum In Our Nature, imprime a cada audição, os aspectos de solitude e introspecção apontados no primeiro disco. O folk é o alicerce para Gonzales conduzir com leveza, de maneira simples e ao mesmo tempo hipnótica, as dez canções do disco, que envolvem o ouvinte em composições agridoces.

É incrível como o violão e a voz criam a simbiose perfeita, para traduzir de modo singular as fragilidades da condição humana. Combinando sonoridades suaves e por vezes dilacerantes. Em canções como", "How Low" com seus toques graves e batidas secas emoldurando a letra que contesta as ações de guerra, Killing for Love" e "Time to send someone away", o ouvinte compartilha com o cantor sueco, temas que ficam divididos entre a fragilidade e a força, realçados por músicas inspiradas em paixões e conflitos bélicos. Há belas passagens poéticas, como em "Fold", onde Gonzalez canta: "Taking time to walk down all the aislers/ Turning over every stone/Bulding new rulers but still haven't burnt any old". Assim como no primeiro album, o cantor/compositor fez uma versão para Heatbeats do Knife, no segundo ele nos brinda com uma versão intensa em forma de folk, de "Teardrop"do Massive Attack, um dos ícones do trip-hop.

Tudo isso, faz de "In Our Nature"um dos grandes álbuns de 2007, e como todos os bons discos, se mostra atemporal, e poderia ser facilmente lançado em 1963 ou em 2025, e ainda assim continuaria encantando as pessoas, com as suas canções tocando em comerciais de tv ou na solidão de um quarto. Um disco que merece ficar ao lado dos mehores álbuns de Elliott Smith e Nick Drake.




13 de dezembro de 2007

The Airfields - City State ep




O Airfields é uma banda canadense, que lançou em 2005, o ep City-State, um disco pontuado por atmosfera de sonhos, passagens tristonhas, extendidas em canções que duram uma média de cinco a oito minutos. As três faixas de City-State não combinam de nenhuma maneira com o ritmo desenfreado, barulhento e imediatista da vida urbana. O som sugere escapismo, mas não no sentido sombrio das bandas da 4AD dos anos 80, mas sim flertando com um clima mais bucólico e simples.
O cuidado das canções também se aplica à embalagem, a capa de City-State foi feita artesanalmente, o disco vem dentro de um envelope, com duas ilustrações coladas, e as bordas do envelope foram costuradas, e para completar o trabalho, o nome da banda foi carimbado na capa e no cd. A arte da embalagem foi feita por um coletivo de artistas, chamado The Blue House, que desenvolvem vários trabalhos para grupos independentes, eles produzem desde de capas de vinil, passando por cds, posters,livros, fanzines, camisetas e buttons.
Esse disco saiu com uma tiragem limitada, está praticamente esgotado. Mas ainda é possível encontrá-lo em alguma loja virtual que distribua discos de grupos independentes. Para quem se interessar a banda disponibilizou as 3 faixas desse disco no site deles.

No perfil do Airfields no myspace, nota-se que atualmente eles aumentaram a presença de guitarras e microfonias, fazendo uma ponte direta com o My Bloody Valentine da fase Ecstasy & Wine. É interessante notar como eles foram moldando a sonoridade, que apontava para elementos shoegaze mais leves, até alcançar o extremo com massas sonoras de guitarras no atual estágio.

Agradecimentos ao Carlos da Sensorial Discos, que me emprestou o ep para fazer a resenha. Obrigado!

24 de outubro de 2007

Butcher Boy - Profit in Your Poetry


Eles com certeza não vão entrar na lista dos melhores do ano de revistas modernosas, suas canções não se tornarão toques de aparelhos celular, comercial de carros, ou será tema de rodinhas de gente antenada. Nenhum jornalista descolado (e deslumbrado) vai escrever parágrafos e mais páragrafos tentando desvendar segredos, mensagens ou teorizar sobre o grupo escocês. Porque não há mensagens, segredos ou teorias em música pop de verdade. As canções do Butcher Boy representam o que há de mais simples, honesto e espontâneo na música pop em 2007. Tudo o que você vai ouvir aqui, os Smiths, Felt e o Weather Prophets já fizeram. Por vezes remetem ao Tindersticks menos soturno, talvez por causa do jeito de cantar do vocalista. Se eles surgissem nos anos 80 fariam parte da lendária gravadora escocesa Postcard, ao lado de Orange Juice e Go-Betweens. Nota-se que a arte da capa foi inspirada nos discos dos Housemartins (vide o London 0 Hull 4) ou em algumas capas da gravadora Sarah. O encarte vem com todas as letras, cheias de dramas e romantismo. As minhas faixas favoritas são "There is No-One Who Can Tell You Where You've Been", com a linha de baixo hipnotizante, o cello ao fundo, as batidas simples, enquanto o vocalista canta coisas como "In Kodakcolor days we're locked" ou "And I'm too tired to even talk", "Profit In Your Poetry, é a melhor música do ano, melodias entusiasmantes que levam ao vício! A sexta faixa, faz referência clara ao Belle and Sebastian. Ouça "Girls Make Me Sick" e note como a introdução é semelhante à "Like Dylan in The Movies" e o restante do disco segue nessa linha, fechando o álbum em menos de 40 minutos.
Além desse de Profit in Your Poetry, a banda já lançou um single e participou de uma coletânea lançada pela mesma gravadora How Does It Feel To Be Loved, nome retirado de uma festa voltada para discotecagem indiepop, northern soul e girls groups. Para conhecer mais visitem esses links:

How Does it Feel To Be Loved

Butcher Boy Oficial

Butcher Boy no Myspace

Link Renovado para Baixar o Biff Bang Pop

Agradecimentos ao Lúcio Pop Tapes, que me presenteou com o melhor disco de 2007.

20 de setembro de 2007

Invasão Sueca: Hello Saferide


Quando Annika Norlinse e Maia Hirasawa adentraram o palco do Sesc Vila Mariana, com uma postura séria, passaram a impressão de que o show do Hello Saferide seria chato e burocrático, mas durante a primeira canção o público foi percebendo que aquela noite ia ser bem divertida, pois em poucos minutos Annika Norlinse quebrou o gelo com suas expressões engraçadas, acompanhadas de comentários divertidos sobre as músicas.
As duas dominam muito bem o palco, apenas com voz, violão, piano, pandeiro, e escaleta. As vozes da dupla sueca fazem o equilíbrio perfeito, enquanto Annika tem um tom mais suave, Maia se encarrega dos tons mais fortes e de longo alcance. Juntas elas conquistaram o pequeno público, que mesmo não conhecendo bem o repertório do Hello Saferide, foram cativadas pelas canções folk pop com histórias de amor não correspondido ou desfeitos, como 25 Days, Long Lost Penpal e If I Don't write this song, Someone I love will die e muitas outras. As pessoas amaram a dupla, e não paravam de pedir bis, que foi prontamente atendido. O segundo bis aconteceu de maneira inusitada: quando elas estavam saíndo não acharam a porta para o camarim e inevitavelmente Annika fez um piada sobre isso, e tocaram mais algumas para fechar o show. Em seguida com toda a simpatia do mundo, anunciaram Last Bitter song, uma letra com humor peculiar. No final do show, na hora em que as meninas estavam guardando os instrumentos as pessoas ainda pediam mais um pouco de Hello Saferide.

Baixe aqui, a versão pdf do Biff Bang Pop! zine # 04

28 de agosto de 2007

Eles Estão Chegando de Novo!!




















Hello Saferide em ação


Em setembro acontece mais uma edição da Invasão Sueca, organizada pelo competente coletivo Coquetel Molotov. Desta vez teremos Hello Saferide, , o indiepop com acento punk do Love is All e os garotos do Suburban Kids With Biblical Names, um dos melhores grupos da gravadora Labrador.
Os shows vão acontecer em Recife, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Vejam as datas e os locais de cada show logo abaixo:


Recife - Teatro da UFPE
Love is All, Suburban Kids With Biblical Names e Hello Saferide
14 e 15 de setembro

Curitiba - Era Só O Que Faltava
Love is All, Suburban Kids With Biblical Names e Hello Saferide
17 de setembro

São Paulo - SESC Vila Mariana
Hello Saferide
18 de setembro

São Paulo
- Studio SP
Love is All
20 de setembro

São Paulo - Studio SP
Suburban Kids With Biblical Names
21 de setembro

Porto Alegre - Cultural Santander
Hello Saferide
16 de setembro



Para maiores informações, visitem o site do Coquetel Molotov, e aproveitem para baixar a versão pdf da revista.

Não Percam por nada!

Para finalizar fiquem com o video genial de Rent a Wreck dos Suburban Kids.

10 de agosto de 2007

Porque Este Océano Es El Tuyo, Es El Mío


Eis aqui uma coletânea que faz um panorama de bandas latino-americanas, que enveredam pelo indiepop mais redondo e canções com texturas eletrônicas. As quatorze bandas oriundas do Chile, Brasil, Venezuela, Peru, México, Uruguai e Colômbia, abrem os nossos olhos para mostrar a boa música que se faz no continente.
A compilação é um lançamento do selo/coletivo Si no puedo bailar no es mi Revolucion, que nasceu com a intenção de integrar a cultura independente latino-americana, e já possuem em seu catálogo discos de bandas como Kotsbild, Manolo and the punks e Bicicletas de Outrora. Em comum a proposta político libertária, nos mais diversos gêneros.
No disco, figuras conhecidas como Hacia dos Veranos, Javiera Mena, Luisa Mandou um Beijo, El Mató a un policia motorizado (este último fez show recentemente no Brasil).
Realçando a coletânea temos o dream pop de Lissa, cantando Mi Amigo Reno, uma canção tomada por atmosferas e ecos, em outra faixa a voz de brisa da chilena Javiera Mena imprime suavidade em Casan, em Adiós os uruguaios da Amelia, alternam vocais menino/menina em fortes melodias circulantes, a banda Filme chega com Naufrágio, bons teclados, mudanças de andamento, e músicas dentro da música, e para os amigos dos timbres pop sessentistas a Modular recostitui os sons que saem de moogs, casios e afins.
A arte de Porque este océano es el tuyo, es el mío é excelente, vem no formato digipack, com capa dupla, que foi desenvolvida por Gustavo Gialuca. O preço é camarada, e sai por R$ 10,00, comprando diretamente com o selo ou na loja Sensorial Discos em São Paulo- Rua 24 de Maio, 116, Galeria Presidente, Rua Alta, Loja 7. Fone (11) 3333-1914, e-mail: sensorialdiscos@uol.com.br
Não perca a chance de conhecer os bons sons dos países vizinhos e daqui!

O link para baixar a versão pdf do Biff Bang Pop! # 04 foi renovado. Aproveitem!!

28 de julho de 2007

Músicas De Um Minuto


Depois de quase dois meses sem postar, estamos de volta com um novo visual e fôlego renovado para mais números do Biff Bang Pop zine, e postagens no blog.
Para esta semana vamos continuar dando uma olhada no pop escocês, em um projeto chamado The Littlest Album, uma série que, compila em compactos de vinil, canções com no máximo um minuto de duração. Cada disquinho vem com seis bandas no lado A, mais seis bandas no lado B.
O primeiro da série foi lançado no final de 2001, e trazia bandas como Penthal, The Hector Collectors, Salvation by Stories, Drugstories Cowboys entre outras. O segundo volume da série, saiu em 2004 e trouxe mais gente com suas músicas de um minutos ou menos! Estão lá algumas gemas pop escondidas, feitas por grupos como Calvin, Q Without U, The One Minute Wonders (sinto que essa banda foi criada exclusivamente para esse projeto), Microcassete, Lipsick e mais algumas.
A idéia da série é de um dos integrantes do Moths (que participou do primeiro volume), inspirada em Short Music for the Short People, uma coletânea lançada via Fat records, compilando músicas com menos de um minuto feitas com os grupos do seu cast. Ele jogou a idéia na internet e aos poucos foram aparecendo bandas interessadas no projeto. Uma delas foi a My Legendary Girlfriend, que já havia participado de um projeto similar, uma coletânea chamada Smoke: new sounds from Scotland, e ajudou a dar a forma do projeto.
Para conhecer um pouco mais, clique aqui.
Para ouvir algumas bandas que participaram , vá ao link do myspace e divirta-se com o terceiro volume da série, que traz o já citado The Just Joans e outros, que em doze minutos vão encher o seu toca-discos com o melhor pop escocês de um minuto.

Quer baixar a versão pdf do Biff Bang Pop! zine # 4 ? Clique aqui, e leia sobre Vaselines, Postal Blue, Adrian Tomine, Discoteca Básica, Humblebee records e muito mais!

8 de junho de 2007

The Just Joans

"They seek him here, they seek him there,
His clothes are loud, but never square.
It will make or break him so hes got to buy the best,
cause hes a dedicated follower of fashion."
The Kinks


Estou cada vez mais decepcionado com o atual cenário da música pop. Basta abrir qualquer revista de música e perceber que a música vem em segundo plano, a sensação de folhear essas revistas é a mesma de olhar um catálogo de moda. Eles estão mais preocupados em sair bem na foto, a música é só mais um acessório para suas caras e bocas.

Bandas novas que fogem dessa cartilha narcisista, são raras, mas existem. É o caso dos Just Joans, uma dupla escocesa, amiga das canções simples e com sotoque carregado. A sonoridade é folk, mas a ideologia máxima punk do "faça-você-mesmo" se afirma em cada toque nos violões e no vocal desleixadamente desafinado. Em 2006 lançaram Last Tango in Motherwell, disco que pode ser encomendado direto com a dupla, e também pode ser ouvido no myspace. Aproveite para ver alguns vídeos que a banda gravou de uma maneira bem despojada, em um programa caseiro no youtube chamado Last Night From Glasgow.

Se você mora longe, e tem preguiça de ir ao correio para encomendar um exemplar do Biff Bang Pop! zine, basta clicar aqui, e tudo vai se resolver na versão colorida, em formato pdf. Avise aos amigos!

30 de maio de 2007

José González na Invasão Sueca!!!


Mais uma vez o projeto Invasão Sueca, uma parceria entre o coletivo musical Coquetel Molotov, os produtores suecos da Raw Power UK, governo da Suécia, e o Swedish Institute realizam um dos melhores eventos para apresentar novos artistas da enfervescente cena daquele país.

A primeira edição da Invasão Sueca no Brasil, aconteceu em dezembro de 2006, e trouxe Jens Lekman, El Perro del Mar e Hells on Wheels.


José González é o próximo artista convidado, com shows programados para São Paulo e Curitiba. A música de Gonzáles passa um ar intimista, enfatizando a combinação violão e voz, realçada por pitadas de folk que transitam entre Elliott Smith e Nick Drake. O seu álbum de estréia "Veneer"foi gravado de forma caseira, com equipamento barato, e parte dele está disponível no site do artista. No show músicas como "Lovestain", "Remain" (nota-se um quê de música brasileira) e "Slow moves"devem figurar no set list, junto com músicas que vão entrar para o próximo disco.



Não deixem de ir!!!



Serviço:

Invasão Sueca

São Paulo
05/06
São Paulo
Local: SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141
Horário: 21h
Ingressos: R$ 20,00; R$ 15,00 (usuário inscrito); R$ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes); R$ 10,00 (Mais de 60 anos, aposentados e estudantes com carteirinha da UNE, UME ou UBES)

Ingressos à venda em todas as unidades do SESC
Recomendável para maiores de 12 anos
www.sescsp.org.br


Paraná
06/06
Curitiba
Local: Era So O Que Faltava
Républica Argentina, 1334, Água Verde
Horário: 22h
Ingressos: R$15,00 (antecipado) e R$20,00 (na hora)
www.faltava.com.br


Não esqueçam de baixar a versão pdf, do Biff Bang Pop! zine

28 de maio de 2007

Morre Keith Girdler


Keith Girdler, vocalista do Blueboy, e membro do Arabesque, Lovejoy, Beaumont e Snowdrops, faleceu no dia 15 de Maio último, vítima de um câncer.
Ele foi uma das pessoas que mais contribuíram para o indiepop. Criou fanzines, entre eles o excelente Snowbound, que foi lançado junto com uma coletânea da gravadora Matinée. Desenvolvia com outros membros da banda, várias artes de capas para gravadoras como Shinkansen, Siesta, Matinée e Marsh Marigold. Uma das últimas artes foi feita para a capa do álbum recém-lançado "Result" do Love Dance.

Sem contar que fez parte de importantes bandas da cena, que influnciaram centenas de bandas recentes. Suas composições são brilhantes, canções carregadas de delicadeza e sofisticação. Sem dúvida criou vários hinos do gênero, como "Stephanie", "Popkiss", "Girls and Maths" entre outros. E discos como "If wishes were horses", "Some Gorgeus Accident" fazem parte de qualquer discoteca que se preze.

Richard Preece, do Lovejoy, amigo e parceiro de vários projetos com Keith, deixou uma mensagem no site da banda. Confira aqui.

Quero agradecer ao Lúcio do Poptapes por me avisar.

25 de maio de 2007

Lançamento Biff Bang Pop! # 04


Estamos de volta com o Biff Bang Pop! #04 , com o Vaselines na capa, acompanhado do Postal Blue, quadrinhos do Adrian Tomine,discoteca básica indiepop,um pouco da Humblebee records,filmes swing sixties e muito mais em vinte e quatro páginas!


A versão impressa vai ser distribuída na Sensorial Discos ( Galeria Presidente rua 24 de maio 116- loja 07 (11) 3333-1914) , a partir do dia 26 de Maio.

Para facilitar o acesso e diminuir as distâncias vamos disponibilizar uma versão pdf do zine aqui.


Para receber em casa, envie dois selos de primeiro porte para:
Biff Bang Pop! zine
A/C Glaidson Medeiros
Caixa Postal 1911 Ag Central
São Paulo SP
cep
01009-972

18 de maio de 2007

Gravadora Humblebee


Os Diskettes vão aparecer na próxima edição do Biff Bang Pop!, que já está quase no forno, eles fazem parte de uma coletânea da gravadora canadense Humblebee, chamada "Hey! Where'd The Summer Go?" resenhada no Biff Bang Pop! # 04

Aguardem!!

8 de maio de 2007

The Ballad of Ric Menck


Lançado em 1996 The Ballad of Ric Menck, reúne várias canções do pop mais grudento, boladas por Menck entre a fase que tocou no Velvet Crush, ou da época em que montou projetos como The Springfields (chegando a fazer parte do catálogo da Sarah records).As 11 faixas desse disco (fique de olho na edição relançada em 2004 com cinco músicas extras!)formam uma vitrine onde estão expostas gemas do pop setentista radiofónico, folk típico de Bristol e o clima ensolarado das bandas indiepop dos anos 90.
A capa traduz com perfeição o conteúdo do disco, e canções como The Bycicle Song, Wonder e a perfeição em forma de música chamada Reachin'for Stars torna esse disco obrigatório para os fãs do pop independende. De quebra, ainda tem uma versão para Million Tears, dos camaradas escoceses dos Pastels.

7 de maio de 2007

Adrian Tomine no Biff Bang Pop # 04


Adrian Tomine, um dos melhores autores de quadrinhos do mercado independente, é uma das atrações do Biff Bang Pop #04.

Na foto ao lado, uma reprodução do fanzine Optic Nerve feito por ele em 1992. Por acaso também é a edição número quatro.

Contagem regressiva para o lançamento!!! (falta pouco)

4 de maio de 2007

Olha Quem Saiu na Capa do Biff Bang Pop # 04 !!!


Estamos quase finalizando a próxima edição. Falta diagramar e corrigir alguns textos. Depois é só tirar cópias,fazer uma versão pdf e pensar em fazer mais um número.

Vaselines na capa (e matéria principal), entrevista com Postal Blue, um especial sobre as principais gravadoras de indiepop,quadrinhos do Adrian Tomine, swinging sixties e muito mais!

Aguardem!

17 de abril de 2007

Revista Coquetel Molotov



Sabe aqueles textos sobre música que dão vontade de pegar qualquer instrumento - pode ser o violão que mora no seu guarda-roupa, até um tecladozinho vagabundo que vende em qualquer camelô-e começar a tocar em seu quarto ou na sala? Os textos que estão na edição # 02 da revista pernambucana Coquetel Molotov provocam essa reação.

É uma revista feita para quem gosta de música, e o leitor é tratado com inteligência, sente que está lendo algo original e não uma releitura da NME, Roling Stones e Spin, como costumam ser as publicações de música no Brasil. Há espaço para vários gêneros, e os textos procuram se aprofundar no que estão tratando. A diagramação é bacana, feita pelo pessoal da Mooz, e o conteúdo vai de Erasto Vansconcelos ( capa da edição), músico local que fez muito pela MPB, apesar de ser pouco conhecido, segue com mais entrevistas, ilustrações, resenhas de cds, shows e até de compactos de vinil!! Mais de 60 páginas que vão do indiepop, passando por música experimental, black music, MPB, funk recauchutado, indie rock, música pop até estilos mais extremos como o grindcore!!!

Vale lembrar que o Coquete Molotov é uma das principais organizações que promovem shows fora do esquema feijão-com-arroz , vide o exemplo da Invasão Sueca e ainda lançam e distribuem discos de muita gente boa. Visite o site deles e conheça mais. Para adquirir um exemplar você pode passar nos seguintes endereços e pegar o seu exemplar gratuitamente:


São Paulo
Sensorial Discos - Galeria Presidente- Rua 24 de Maio, 116 Loja 7 , Fone 3333-1914

Recife

Central

Burburinho

Capitão Lima

(Desculpem, não achei os endereços dos lugares em Recife. Quem souber, por favor entre em contato comigo, para publicarmos aqui no blog.)



Existe também a opção de você baixar a revista em versão pdf, visite o site e procure o link.

Alguns textos são tão bons e informativos, que merecem releituras. São eles:


  • Top 20 dos discos preferidos do músico e produtor Kassin
  • A divertida entrevista com Luciana Lins, a Lulina
  • Colagem de fotos do festival Invasão Sueca
  • Resenhas de compactos
  • Entrevista com Daniel Johnston
  • Matéria sobre a gravadora Morr Music
  • Resenha de cds